| DOENÇAS DO TORAX

CÂNCER DE PULMÃO

O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos e, em muitos casos, está associado ao consumode derivados de tabaco. Os sintomas mais comuns da doença são a tosse e o sangramento pelas vias respiratórias. Em indivíduos fumantes, geralmente há modificação no padrão da tosse, como por exemplo, mudança na intensidade ou na frequência desse sintoma. Pneumonia de repetição também pode ser uma manifestação inicial dessa doença. O câncer de pulmão é considerado como uma doença insidiosa, por não apresentar sintomas em suas fases iniciais. Consequentemente, o diagnóstico na maior parte das vezes é feito nos casos de doença avançada.

FATORES DE RISCO

Tabagismo: este é o fator de risco mais conhecido, sendo responsável pelo aumento de 40 vezes na chancede desenvolver câncer de pulmão, quando comparado ao de uma pessoa que não fuma.

Genética: pessoas que já possuem histórico de câncer de pulmão na família podem ser mais predispostas ao desenvolvimento da doença.

Agentes químicos: geralmente por exposição a substâncias cancerígenas devido à profissão como, por exemplo, arsênico, amianto ou asbesto.

Doenças Pulmonares: tuberculose ou doença pulmonar obstrutiva crônica (também conhecidos como enfisema pulmonar e bronquite crônica) são doenças podem aumentar a possibilidade de a pessoa desenvolver câncer de pulmão.

Alimentação: assim como outros tipos de câncer, a alimentação pode se tornar tanto um fator de risco, como um método de prevenção. O baixo consumo de frutas e verduras, por exemplo, pode contribuir no desenvolvimento do câncer de pulmão.

DERRAME PLEURAL

O derrame pleural é o excesso de líquido que se acumula no espaço pleural (entre os pulmões e as costelas). Nesse espaço, habitualmente há uma mínima quantidade de líquido e quando há acúmulo pode prejudicar a respiração, limitando a expansão dos pulmões durante a respiração.

As causas mais comuns de derrame pleural são o câncer, a tuberculose, a insuficiência de órgãos (cardíaca, hepática ou renal) e o trauma.O diagnóstico é feito pelo exame do líquido pleural obtido por punção e biópsia da pleura que pode ser feita por agulha ou por vídeo-toracoscopia.

O tratamento pode ser feito por drenagem pleural (agulha ou dreno), pleurodese ou em alguns casos pode ser necessária a cirurgia.

NÓDULO PULMONAR

Denomina-se nódulo pulmonar apenas aquela lesão circular abaixo de 3cm, as demais são descritas como opacidade, lesão expansiva ou massa pulmonar, a depender do achado radiológico.

A lesão nodular no pulmão pode ter dezenas de causas. Assim como nem tudo que “pia” é asma; nem todo nódulo pulmonar é conseqüência de tuberculose ou outras causas benignas. Em trabalho realizado na Escola Paulista de Medicina e apresentado no congresso Tórax 2011 foi observada uma prevalência de benignidade em metade dos casos operados, sendo que a causa mais comum de achado maligno foi a neoplasia primária do pulmão e de achado benigno as doenças inflamatório-infecciosas. Vale ressaltar que nódulos malignos apresentam períodos de duplicação do volume muito variáveis (de 20 a 400 dias), e o acompanhamento desses pacientes deve levar isso em consideração. O achado de um nódulo pulmonar em paciente fumante ou naqueles que têm ou tiveram neoplasia em outras partes do corpo constitui achado de maior significância e necessidade absoluta de acompanhamento especializado. O câncer de pulmão, apesar de não ser o mais prevalente, é o mais letal de todos os tipos de câncer em todo o mundo. A sobrevida média global em 5 anos é de cerca de 15%, sendo que apenas os casos diagnosticados precocemente (Estádio I e II) têm sobrevida superior a 50%. No Brasil, são diagnosticados mais de 25 mil casos por ano; entretanto, considerando-se a estimativa americana de mais de 200 mil casos/ano, é possível que exista um grande número de pacientes que permanecem sem o diagnóstico ou não são devidamente notificados. Isto é aparente quando verificamos prevalência bem mais elevada de casos nos estados do sul e sudeste (> 30/100.000 habs) em comparação com os estados do norte e nordeste (<10 /100.000 habs), apesar de índices de tabagismo pouco diferentes nas capitais, segundo números do INCA O achado característico do câncer de pulmão inicial é o nódulo pulmonar; entretanto, a apresentação da neoplasia pode muitas vezes ser confundida com imagens em “vidro fosco” ou opacidades comuns encontradas nas pneumonias, malformações congênitas ou doenças granulomatosas; sendo a tuberculose a mais comumente encontrada em nosso meio. Por isso, a presença do especialista, como segunda opinião ou para acompanhar o caso em parceria com o clínico geral, é fundamental para uma condução mais acertada.
As causas dos nódulos pulmonares podem estar relacionadas a uma variedade de doenças, sendo as mais frequentes:

| Causas Malignas
Neoplasia primária de pulmão.
Metástases (neoplasias secundárias).
Hiperidrose
É mais frequente em adultos jovens e adolescentes, com predomínio em mulheres. Não se trata de uma doença grave, quanto a risco de morte, mas apesar disso é de uma situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social, transtornos de relacionamentos e também alterações psicológicas no paciente, que frequentemente se isola socialmente e adquire hábitos que escondam o seu problema. É uma disfunção relativamente frequente, com incidência entre 0,6 a 1 % da população e constitui a indicação mais frequente para a realização da simpatectomia torácica.

Pesquisas recentes demostraram que é possível conseguir um ótimo resultado por meio de tratamento com medicação via oral para a persistência do suor plantar e/ou suor compensatório colateral após o tratamento operatório.


| Causas Benignas
Inflamatória / infecciosa: Tuberculose ou infecção fúngica.
Cicatricial: granuloma, fibrose.
Variações anatómicas: vasos pulmonares, linfonodos.
Tumor benigno: Hamartoma.

Hospital Israelita Albert Einstein - Unidade Morumbi
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