| Cirurgia torácica

O que é a Cirurgia Torácica

Cirurgia torácica é a especialidade que realiza cirurgias e procedimentos na região do tórax. Entre as mais diversas operações, as mais comuns são as pulmonares.
Realizamos estes procedimentos basicamente de duas formas: por toracoscopia e por toracotomia. Seu médico decidirá qual a melhor forma no seu caso.
Toracoscopia: usamos pequenas incisões e através delas, o cirurgião coloca uma pequena câmera pela qual pode ver o pulmão e a cavidade torácica através de um monitor e assim, realizar a cirurgia.
Toracotomia: usa-se uma incisão maior. Essa abertura permite ao cirurgião ver diretamente o pulmão.

pré-operatório

Exames para avaliação pré-operatória

Você pode precisar fazer outros exames para avaliar a sua função pulmonar e assim determinarmos a sua a reserva funcional. Através deles podemos estimar o quanto de pulmão pode ser ressecado.

Espirometria: avalia quanto ar consegue entrar e quanto ar pode sair dos seus pulmões.Também mede como os pulmões expandem ou contraem.

Difusão: avaliação da sua respiração através da passagem dos gases entre o sangue e o pulmão.

Ergoespirometria: Avaliação completa do sistema cardiorrespiratório. É feito com um teste de esforço por esteira ou bicicleta, com medidas do consumo de oxigênio por uma máscara.

Oximetria de pulso: mede a porcentagem de oxigênio no sangue.

Gasometria arterial: mostra a pressão de oxigênio no sangue.

derrame pleural

O derrame pleural é o excesso de líquido que se acumula no espaço pleural (entre os pulmões e as costelas).
Nesse espaço, habitualmente há uma mínima quantidade de líquido e quando há acúmulo pode prejudicar a respiração, limitando a expansão dos pulmões durante a respiração.

As causas mais comuns de derrame pleural são o câncer, a tuberculose, a insuficiência de órgãos (cardíaca, hepática ou renal) e o trauma.O diagnóstico é feito pelo exame do líquido pleural obtido por punção e biópsia da pleura que pode ser feita por agulha ou por vídeo-toracoscopia.

O tratamento pode ser feito por drenagem pleural (agulha ou dreno), pleurodese ou em alguns casos pode ser necessária a cirurgia.

NÓDULO PULMONAR

Denomina-se nódulo pulmonar apenas aquela lesão circular abaixo de 3cm, as demais são descritas como opacidade, lesão expansiva ou massa pulmonar, a depender do achado radiológico.

A lesão nodular no pulmão pode ter dezenas de causas. Assim como nem tudo que “pia” é asma; nem todo nódulo pulmonar é conseqüência de tuberculose ou outras causas benignas. Em trabalho realizado na Escola Paulista de Medicina e apresentado no congresso Tórax 2011 foi observada uma prevalência de benignidade em metade dos casos operados, sendo que a causa mais comum de achado maligno foi a neoplasia primária do pulmão e de achado benigno as doenças inflamatório-infecciosas. Vale ressaltar que nódulos malignos apresentam períodos de duplicação do volume muito variáveis (de 20 a 400 dias), e o acompanhamento desses pacientes deve levar isso em consideração. O achado de um nódulo pulmonar em paciente fumante ou naqueles que têm ou tiveram neoplasia em outras partes do corpo constitui achado de maior significância e necessidade absoluta de acompanhamento especializado. O câncer de pulmão, apesar de não ser o mais prevalente, é o mais letal de todos os tipos de câncer em todo o mundo. A sobrevida média global em 5 anos é de cerca de 15%, sendo que apenas os casos diagnosticados precocemente (Estádio I e II) têm sobrevida superior a 50%. No Brasil, são diagnosticados mais de 25 mil casos por ano; entretanto, considerando-se a estimativa americana de mais de 200 mil casos/ano, é possível que exista um grande número de pacientes que permanecem sem o diagnóstico ou não são devidamente notificados. Isto é aparente quando verificamos prevalência bem mais elevada de casos nos estados do sul e sudeste (> 30/100.000 habs) em comparação com os estados do norte e nordeste (<10 /100.000 habs), apesar de índices de tabagismo pouco diferentes nas capitais, segundo números do INCA O achado característico do câncer de pulmão inicial é o nódulo pulmonar; entretanto, a apresentação da neoplasia pode muitas vezes ser confundida com imagens em “vidro fosco” ou opacidades comuns encontradas nas pneumonias, malformações congênitas ou doenças granulomatosas; sendo a tuberculose a mais comumente encontrada em nosso meio. Por isso, a presença do especialista, como segunda opinião ou para acompanhar o caso em parceria com o clínico geral, é fundamental para uma condução mais acertada.
As causas dos nódulos pulmonares podem estar relacionadas a uma variedade de doenças, sendo as mais frequentes:

| Causas Malignas
Neoplasia primária de pulmão.
Metástases (neoplasias secundárias).
Hiperidrose
É mais frequente em adultos jovens e adolescentes, com predomínio em mulheres. Não se trata de uma doença grave, quanto a risco de morte, mas apesar disso é de uma situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social, transtornos de relacionamentos e também alterações psicológicas no paciente, que frequentemente se isola socialmente e adquire hábitos que escondam o seu problema. É uma disfunção relativamente frequente, com incidência entre 0,6 a 1 % da população e constitui a indicação mais frequente para a realização da simpatectomia torácica.

Pesquisas recentes demostraram que é possível conseguir um ótimo resultado por meio de tratamento com medicação via oral para a persistência do suor plantar e/ou suor compensatório colateral após o tratamento operatório.


| Causas Benignas
Inflamatória / infecciosa: Tuberculose ou infecção fúngica.
Cicatricial: granuloma, fibrose.
Variações anatómicas: vasos pulmonares, linfonodos.
Tumor benigno: Hamartoma.

Hospital Israelita Albert Einstein - Unidade Morumbi
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